quarta-feira, novembro 26, 2008

Preciosidade madeirense...

Garrafas antigas de vinho da Madeira vão a leilão com preços entre 140 e 4220 euros
Londres, 26 Nov (Lusa) - Uma série de garrafas de vinho da Madeira raras que inclui colheitas de 1795 vão a leilão no início de Dezembro em Londres, com preços estimados entre os 141 e os 4220 euros.

As garrafas são provenientes da colecção privada de William Leacock, último herdeiro da família inglesa que começou a produzir e comercializar o vinho da Madeira ainda no século XVIII.

A companhia, proprietária das marcas Leacock's e Blandy's, fundiu-se com outros produtores e pertence agora à Madeira Wine Company.

As valiosas garrafas estiveram guardadas durante anos na cave da mansão de Leacock no Funchal e após serem avaliadas pela leiloeira Christie's foram transportadas para a capital britânica.

De acordo com Chris Munro, responsável pelo departamento de vendas de vinho da leiloeira britânica, as garrafas "foram transportadas para Londres por mar à semelhança de inúmeras exportações ao longo do últimos 500 anos".

A estrela do leilão é o vinho Terrantez de 1795 produzido pela F. F. Ferraz & Cia., cujo lote de seis garrajas está avaliado entre 2111 e 2815 euros.

A um preço mais acessível, uma garrafa de Madeira Seco-Vintage de 1825 e engarrafada de novo em 1932 tem um valor estimado entre 141 e 178 euros.

O vinho da Madeira é muito apreciado no Reino Unido, onde foram encontradas referências que remontam a meados do século XVI e até em textos do dramaturgo William Shakespeare.

Segundo a página da Madeira Wine Company, o vinho da Madeira foi usado no brinde à declaração de independência dos Estados Unidos de América, a 04 de Julho de 1776, e era consumido diariamente pelo presidente George Washington.

Para dar a provar o conteúdo de algumas das garrafas do vinho português em leilão, a Christie's programou uma sessão de provas de 10 destes vinhos para 04 de Dezembro, antes da dada do leilão, a 11 de Dezembro. Participar nesta sessão custa por pessoa 77 euros.

BM.

Fonte: Lusa/fim

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